É só para avisar que isto não vai acontecer no blogue e se por ventura acontecer, chamem-me a atenção porque se trata de um erro ortográfico.
A Wikipédia, uma enciclopédia de consulta livre pela Internet, adoptará as novas normas do Acordo Ortográfico de Língua Portuguesa a partir de 01 de Janeiro, de forma a reduzir diferenças entre Portugal e o Brasil.
Manuel de Sousa, relações públicas da Wikipédia lusófona, explicou hoje à agência Lusa que a convivência entre textos escritos em português do Brasil e de Portugal nem sempre tem sido pacífica, pelo que o momento é propício à adopção do novo acordo ortográfico.
Em Portugal o segundo protocolo do Acordo Ortográfico, cuja ratificação era essencial para a entrada em vigor do acordo, foi aprovado no Parlamento em Maio e promulgado pelo Presidente da República em Julho.
No Brasil, o presidente Inácio Lula da Silva assina hoje o decreto que promulga o acordo.
O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa pretende unificar e simplificar a forma de escrever nos oito países onde é oficial a língua de Camões, pelo que a Wikipédia pretende acompanhar esse processo.
Segundo Manuel de Sousa, um dos 70 administradores da Wikipédia lusófona, a introdução do novo Acordo Ortográfico será feita em duas fases. [Artigo]
Eu digo as vezes que for preciso: NÃO.
Eu sou Português, PURO.
Epá, eu não concordo nada com este acordo. Não é nada contra o português do brasil nem nada que se pareça, mas acho que o português assim não faz sentido com algumas das alterações propostas…
cumps,
lfspaulo
Eu também irei continuar a escrever como aprendi, ninguém me avisou que passado uns 18 anos ia ser considerado errado lol, agora vou ser do contra e escrever historia etc
Bem comigo então seremos quatro a estar do contra. Quero lá saber do acordo, o exame de português está feito, portanto…
Eheheh, o “Bando dos Quatro”!!!!!
cumps,
lfspaulo
epá VIVA O PORTUGUÊS DE PORTUGAL!!!!!
sou totalmente contra o acordo ortográfico e tal como tu também não vou mudar a minha maneira de escrever…
O desacordo ortográfico tem gerado alguma polémica na sociedade portuguesa. Não, não me enganei a escrever, quis dizer precisamente desacordo, pois, ao ver os escritores e linguistas do nosso país tão divididos pela chegada da nova ortografia, compreendi que a palavra a empregar não podia ser outra. De facto, os portugueses divergem grandemente na questão da língua, havendo argumentos a favor e contra a nova ortografia. Após vasculhar a Net em busca de informação acerca do acordo, deparei-me com vários sítios que discorrem sobre o tema com ardor. Para os interessados, destaco um manifesto que requer um prazo mais curto para que a nova norma seja posta em prática (http://movv.org/2008/05/14/acordo-ortografico-peticao-a-favor-de-reforma-mais-rapida/) e, por seu turno, uma petição que condena o acordo (http://www.ipetitions.com/petition/manifestolinguaportuguesa/).
Os defensores de uma norma que uniformiza a ortografia dos países que falam e redigem em português (ou será que deveria dizer portugues?) acreditam que o acordo aproximará os povos e facilitará a divulgação da língua em todo o mundo. Por outro lado, os cidadãos mais cépticos prevêem (ou preveem, conforme as opiniões) que a norma única dará azo ao facilistismo na escrita, suscitando a confusão generalizada no momento de corrigir os textos dos nossos estudantes.
Para além disso, os detractores do acordo apontam o interesse das editoras brasileiras numa ortografia comum, a qual lhes permitiria penetrar mais facilmente no mercado livresco dos PALOP. De acordo com os mesmos, este desejo mercantil, que pouco se relaciona com uma preocupação autêntica pela evolução e desenvolvimento da língua, esclarece as pressões do governo brasileiro sobre o nosso Executivo. De qualquer maneira, encontrando-se o acordo assinado pelo PR, resta saber se entrará em vigor dentro de um período de seis anos, como nos anunciam, ou se será novamente protelado, caso alguma dificuldade sobrevenha.
A meu ver, o acordo ortográfico peca por apresentar poucas mudanças dignas de provocar o tumulto a que temos assistido. Com a excepção da queda das consoantes que não se lêem (ou leem) e da inclusão das letras k, y e w no nosso alfabeto, os outros pontos aparentam uma grande insignificância. Pergunto-me se o Brasil se dá conta de que a sua proposta é pouco imaginativa, uma vez que incide sobre aspectos da língua que se corrigiriam espontaneamente com o passar do tempo. Da mesma forma que pharmacia evoluiu para farmácia e nocte para noite, creio que actual seguirá o mesmo caminho e tornar-se-á atual. Ao contrário de Teixeira de Pascoes, que temia que a língua se degradasse por meio das suas metamorfoses, exemplificando com a substituição da letra y (que continha a mística do termo) pelo i na palavra “abismo”, o meu instinto leva-me a acreditar que a sua beleza permanecerá intacta.
Quanto ao desaparecimento dos acentos agudos e circunflexos, a questão complica-se. Ultrapassa-me a razão por que alguém se lembrou de suprimir a acentuação, que nos possibilita discernir o presente do passado (Nós pensamos em ti / Nós pensámos em ti) ou um verbo conjugado no imperativo de uma preposição que indica a direcção (Pára já com isso / Vamos para a praia). Perdoem a minha perplexidade, mas em algumas situações a acentuação revela-se indispensável, podendo alterar todo o significado de uma frase. Por isso, o acento circunflexo em “pôde” continuará a ser utilizado, não obstante as regras impostas pela norma que virá. Só posso concluir que se trata de uma inovação realizada pela mera necessidade de inovar, que não traz algo de útil para a evolução da língua, embora ostente a aparência de ser um gigantesco passo em frente.
Em suma, o acordo desaponta pelo facto de inovar tão pouco e pobremente, limitando-se a percorrer um caminho já trilhado milhares de vezes. Na qualidade de falantes da língua portuguesa, merecemos muito mais do que esta proposta nos oferece. Queremos uma evolução natural da língua, que só os povos podem realizar, e não aceitaremos algo diferente.
Excelente texto Jorge, estive lá no seu blogue, mas não pude comentar, pois não está aberto a quem queira comentar eu não uso o OpenID nem conta google, abra os comentários a todos…
Mais uma vez parabéns pelo texto.
O acordo foi feito para unificar os países. Mas cá entre nós, o Brasil já deixou de ser colonia de Portugal há muito tempo, já basta toda a riqueza que Portugal tirou do Brasil.Amo meu país e sou feliz de viver aqui, por isso também sou contra o acordo. Cada país com a sua escrita.
Sem mais….
Tomei a liberdade de criar um autocolante alusivo ao tema. Usem e abusem!